Nem sei, parece que temos tudo organizado na cabeça, os pensamentos no lugar, uma certa paz (que só depois descobrimos que não é paz, é conforto!), o dia parece tranquilo. Uma frase, uma frase banal faz a guerra sozinha e enubla esse céu que parecia tão claro. E essa paz perdeu-se antes mesmo de ser paz. Dentro de nós crescem dúvidas, soltas, mágoas que já não passam pela garganta abaixo, uma raiva furiosa quase se deixa gritar, sangue que ferve nas veias, a paz que se entrega à vida e a vida que não se deixa enganar! Mas queremos tudo organizado de novo, queremos outra vez essa paz, que não é paz. Se o Sebastião vier, hei de lhe perguntar se há outra ou se é preciso gritar para que ela possa voltar...
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