Onde está afinal a imaginação?
Procuro-a por todo o lado,
Mas não a encontro onde costuma estar,
Não a encontro em nenhum lugar.
Por vezes, pousa na minha mão,
Perto do meu coração,
Mas agora não.
Sobe às árvores,
Pendura-se num ramo,
Mas vem sempre quando eu a chamo.
Talvez, desta vez,
A tenha de procurar noutro lado,
Num sítio quase encantado
Onde, por trás de portas abertas,
Vejo um milhão de asas
Que espreitam e piscam os olhos.
Por isso leio, escrevo e devaneio
E encontro a minha imaginação,
Bem perto da minha cabeça,
Bem perto do meu pensamento,
Nessa grande casa dos livros,
Nesse moinho de vento.
Margarida Magalhães Vieira
Um comentário:
Obrigada, tia... Saí a ti! Como se costuma (mais ou menos) dizer, sobrinho de peixe sabe nadar!
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