O barulho faz-me lembrar uma casa desarrumada, há sempre qualquer coisa que está fora de sítio. O silêncio é arrumado demais, falta-lhe o pó das palavras. Quando tenho um, quero o outro (sou muito coerente!). Neste momento, queria o barulhinho bom das palavras.
Tia é uma palavra bonita, não acham? Os meus sobrinhos usam e abusam do som. Quando não estão, tenho saudades do seu ruído. Com ele, fazem-me cansar e, depois, para me apiegar, melhor, para me encantar, fazem-me declarações de amor deliciosas: Argumento da Sara quando lhe chamo a atenção "Mas, tia, eu gosto de ti!"; da Ana " Tia, se tu tivesses um milhão de filhos, eu acho que eras gentil com todos!"; a Margarida, quando a elogio, escreve-me "sobrinha de peixe..."; a Joana passa pouco tempo comigo, mas quando está, adoro a sua paciência e sorriso; a Daniela pergunta sempre "Estás boa, titi?", desde pequenina; o Pedro já cresceu um pouquinho, mas ainda me pede "Tia, brinca comigo!"; o André vejo-o mesmo muito pouco, gostava de o conhecer melhor, ele faz tão pouco ruído!


Um comentário:
Tia do you think they'll drop the bomb?
Tia do you think they'll like this song?
Tia do you think they'll try to break my balls?
Tia should I build the wall?
Tia should I run for president?
Tia should I trust the government?
Tia will they put me in the firing line?
Tia am I really dying?
http://thebigmusic-franck.blogspot.com/2010/05/pink-floyd-wall-1979.html
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