E de repente o mundo caiu-lhe nos ombros. Inteiro e pesado. Sentiu pela primeira vez a sua exigência, sem rede. Estava cansada!
O mundo é feito de redes invisíveis, frágeis, refeitas a cada dia, recosidas e elásticas. Vamos caindo nelas em quedas parceladas, aos poucos, aos poucos, todos os dias um pouco mais. E então ela rasga, e todas as quedas se encontram naquela, maior, enorme. A fonte torna-se um rio e o rio vai ter ao mar...
Voltou a ouvir o médico -Você está esgotada!- e foi como se um segredo se revelasse finalmente, um segredo guardado no dia a dia das canseiras.
Deixou-se mergulhar no mar, pediu um barco e ele tornou-se mais brando, o mar que já foi rio e que já foi fonte. Precisa de outra rede...
Um comentário:
...e de um marinheiro.
Postar um comentário