Acabou de espreitar o album de fotografias e olhou-se pela primeira vez, reparou-se (a arte revela o homem). Viu-se cansada e os ombros começaram a ceder, respingados. Um queixume até então silencioso fez-se ouvir e todo o corpo se tomou dessa dor pesada. Desde quando? As fotografias eram antigas, algumas nem tanto, mas em todas aquele sorriso encartado, ausente desse momento, uma luta a meio, quase a aceitar a derrota. Em algumas está à espera da trovoada que vem de longe, pressentida. Parece enublada.
- São só fotografias e os que aqui estão, estão parados.- defende-se.
E quer voltar a antes, quando ainda não vira. P´ra quê saber se a ignorância é o melhor colchão? Dorme, menina, dorme!
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