E os dias são todos iguais e ainda não há flores por aqui. O que mais me custa é esta erva seca, estas árvores sem folha. A aridez dos dias que passam altivos sem me dirigirem a palavra.
Quando eu era pequena, o mundo cabia todo aqui nesta paisagem agreste, e os dias eram bons e leves e havia pessoas, conversas iguais à minha. Nos dias de neve, soltava os braços e deixava-me cair para trás, sem rede. Confiava. Era tão livre, tão satisfeita destes montes, nem precisava de mais, ficava à esperava do verão e das flores, raras, que chegariam sem pressa.








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