Há pessoas que me fazem lembrar as crianças voluntariosas e mimadas que, quando querem continuar a brincar e os pais não deixam, fazem birra e finca pé até que eles percam a paciência e acabem por usar da força física. Se houvesse uma mãe que desse umas boas chineladas em Mubarak, talvez ele percebesse que está na hora de ouvir a vontade de quem manda, esperamos nós!
Ontem percebi a fúria do povo, se é que já não se percebia até aqui! O presidente fala em nome de um país quando esse país é o povo que ganhou voz própria, fala em castigar aqueles que cometeram crimes contra o povo quando as suas palavras continuam a desperdiçar o sangue dos mártires, fala em "responder às verdadeiras exigências do povo" e fecha os ouvidos aos gritos da praça Tahrir. Voltamos a assistir in loco, melhor, in televisão, à surdez patológica de um ditador.
Eu acho, senhor presidente, que a liberdade quer passar por aí e o senhor vai ter mesmo que colocar um aparelho auditivo - a voz do povo é a voz de Deus!
Um comentário:
Era mesmo este comentário que eu gostaria de ter feito, mas fico contente que o tenhas feito tão bem para eu o subscrever com orgulho pelo autor.
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